
“Não se vive para brincar. Brincar é o próprio viver!”, nos ensinam as crianças!
Tenho aprendido tanto sobre as diversas pedagogias para a primeira infância, mas também muito sobre desenvolvimento humano, parentalidade, educação respeitosa, cuidado e amor, rede de apoio, poéticas das infâncias, livre brincar e tantas outros conteúdos humanos tão importantes e preciosos.
Não há formação melhor que um chão de uma sala de aula, seja ela tradicional ou alternativa, interna ou externa, num prédio ou numa praça. Qualquer chão pode ser uma escola viva, um espaço de troca de saberes mútuos. O que aprendo está muito além do que ensino. Tenho tido bons e sábios mestrinhes, que me ensinam que é preciso olhar para a infância com mais respeito, atenção e compromisso.
Esses pequenos gigantes não são apenas o futuro, eles já são o nosso presente. As suas existências acontecem no aqui e agora, por isso é urgente repensar como, socialmente, focalizamos a centralidade da vida: no mundo adulto. Se o mundo fosse centrado no cuidar da infância, será que teríamos tantas mazelas?
Como educadora, repenso as minhas práticas profissionais pelo contato com as crianças, trazendo-as para o centro da roda da vida. Aprendo com elas a estar ali atenta e disponivel para qualquer experiência que surgirá a cada encontro, para mim sempre único.
Criar é o brincar do adulto?
Brincar é o criar da criança?
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Brincadeira é coisa séria!
Criar é coisa engraçada!
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Que alegria desafiadora é ser um trabalhadora do brincar e do criar. Adulta e criança atuando juntas para produzir ainda mais vida!
Imagem ilustrativa: Laura Berbert