
Quantas vezes vivemos momentos existenciais em que palavras não conseguem dar conta de explicar o que sentimos? Do lado de cá, acontece muitas e muitas vezes.
Nessas ocasiões procuro me conectar com outras linguagens para ver o que aparece e, na maioria das vezes, eu tenho insights reveladores. Desenhando, movendo o corpo, escupindo, tecendo, pintando ou deixando as palavras correrem soltas em uma folha de papel sem muita preocupação com a lógica.
Com esses e outros recursos expressivos, podemos nos aproximar de algumas emoções, situações, memórias que não nos cheguem de imediato pela razão.
Deixar fluir a criatividade ao dar forma às nossas vozes internas, que falam muitas e muitas línguas, é um caminho vitalizador e muito potente. Podemos organizar/elaborar nossas emoções, dar estrutura ao que parece estar difuso, estabelecer outros tipos de diálogos com o que sentimos. Nos conectando, assim, melhor com o que pulsa dentro de nós, reenergizar e exercitar novos olhares e trajetos, dentre outras qualidades do processo arteterapêutico.
Com práticas que investiguem a criatividade, é possível visualizar com mais nitidez o que estamos passamos além, claro, de nos surpreender com a imensa riqueza guardada em nosso interior.
Imagem ilustrativa: Marina Muun