(Re)encontro com a criança interior

“O que você deixou de ser quando cresceu?” Escutei essa frase em algum lugar e sempre me volto a ela quando percebo que ando distante da minha .

Dizem que a criança que fomos se mantém viva em estado latente dentro de cada um de nós. É ela quem nos resgata do mundo objetivo e funcional ao nos chamar pra brincar quando tudo parece sem cor e graça.

Porém, nem só de brincadeiras viveu uma criança, não é mesmo? Muitas vezes também a sua criança interior te relembra sobre seus medos, faltas e dores. A conhecida (e temida) também nos habita e, por isso, para algumas pessoas, pode ser difícil essa conexão. Quem sabe ao reencontrar com ela você pode confortá-la com a devida atenção?

Esse reencontro é bastante restaurador, além de poético e inspirador. Uma boa maneira de retomar essa conexão com a nossa criança interior é revisitando-a, com cuidado e respeito. Ao abrir esse baú de memórias da nossa infância muitos conteúdos podem surgir nos mostrando possíveis ajustes e caminhos a seguir na vida adulta com mais presença, criatividade e sensibilidade.

Na Arteterapia, constantemente, nos voltamos para o resgate da criança interior, seja como temática de trabalho proposto ou pelo próprio ato de criação que, naturalmente, nos relembra a fase onde mais criamos (ou deveríamos): a nossa infância. Que tal abrir aquele album de fotografia empoeirado? Conversar com sua criança? Dar e receber colo? Ouvir suas dores? Brincar, contar histórias, desenhar, pintar, dançar, cantar, dentre outras expressões.

Imagem ilustrativa: Merve Ozaslan