Transposição de linguagem

Vivenciar o processo de autoconhecimento através da arte expande nossos horizontes de comunicação e entendimento de um momento ou situação por dispormos de diversas outras linguagens, que não apenas a verbal.

Por isso, em alguns momentos do processo arteterapêutico utilizamos um recurso chamado “transposição de linguagem”, quando convidamos as/os participantes a experimentarem transitar de uma linguagem artística para outra.

Como isso funciona? Quando, após um experimento, pedimos que a/o participante vivencie transpor suas descobertas feitas inicialmente em uma linguagem para outra, como uma complementação do trabalho. Do corpo para a plástica, da plástica para a escrita, da escrita para uma música, etc.

Por exemplo, se trabalhamos com alguma atividade que inicie com um desenho, podemos pedir em seguida que seja realizado um movimento corporal que represente o que foi desenhado. São muitas as possibilidades!

Desta forma, ampliamos a experiência expressiva quando as/os participantes podem perceber melhor suas expressões e conteúdos internos elaborados expressando por duas ou mais linguagens suas demandas urgentes.

A autora Selma Ciornai em seu livro “Percursos em Arteterapia: Arteterapia gestáltica, arte em Psicoterapia, supervisão em Arteterapia” (2004), pontua essa fase de ​”​Complementação e Transposição de linguagem” ​e sobre ela completa que “enriquece e completa a expressão com recursos de outras linguagens, lançando novas luzes e perspectivas sobre os temas emergentes que poderão enriquecer o processo terapêutico. As palavras poderão ajudar a nomear as experiências favorecendo maior clareza e definição das gestaltens que surgem ao longo do processo como “figuras” de nossa atenção.”

A exemplo: nesta imagem ilustrativa, feita em uma roda de mulheres, pedimos que as participantes, após terem feito um experimento corporal, fizessem um trabalho plástico ilustrando como perceberam seus corpos durante a vivência inicial.

Imagem ilustrativa: acervo pessoal